06/06/2011 - Novo plano de negócios para gás da Bacia do Parnaíba é anunciado
O novo plano de negócios para as descobertas de gás na Bacia do Parnaíba (MA) foi divulgado no dia 6 de junho pela OGX, controladora da OGX Maranhão, que opera os blocos terrestres da Bacia do Parnaíba e da qual a MPX detém participação de 33,3%. O início da produção de gás está previsto para o segundo semestre de 2012, com volume de até 5,7 milhões de metros cúbicos por dia.

O modelo de produção para as descobertas terrestres de gás natural inclui poços verticais conectados a um sistema de captação que irá transportar o gás para uma unidade de processamento por meio de linhas de conexão. Uma vez que o gás proveniente das descobertas iniciais demonstrou características de gás seco, a unidade de processamento será projetada para este tipo de gás, tornando-a mais simples e com custos mais baixos que uma instalação típica.

Acumulações de Gavião Azul e Gavião Real

O início da produção de gás do Projeto 1 - Acumulações de Gavião Azul e Gavião Real é esperado para o segundo semestre de 2012, e a OGX Maranhão pretende aumentar a produção para atingir uma taxa bruta flat de 5,7 milhões de metros cúbicos por dia (aproximadamente 200 milhões de pés cúbicos por dia), aproximadamente 1,3 milhão de metros cúbicos por dia líquidos para a MPX,  em 2013. A OGX Maranhão pretende desenvolver a produção com poços verticais conectados a um sistema de captação que levará o gás para uma instalação de tratamento de gás seco. Espera-se que esta instalação de tratamento seja conectada diretamente às usinas termoelétricas a serem construídas pela MPX.

Vinte meses após as concessões da Bacia do Parnaíba terem sido adquiridas, a OGX Maranhão declarou à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) a comercialidade de duas acumulações - Califórnia e Fazenda São José, no bloco PN-T-68 - onde a MPX detém 23,3% de participação. A OGX Maranhão espera que o Projeto 1 englobe 23 poços de produção, alguns com recompletação durante o período de produção, com um custo total estimado de US$ 340 milhões (incluindo os custos de recompletação) e um tempo estimado de perfuração e completação de 55 dias. As instalações envolvidas no desenvolvimento estão orçadas em cerca de US$ 110 milhões, incluindo um sistema de captação (linhas e manifolds), uma unidade de produção de gás seco e um gasoduto de pequena extensão.

O custo operacional médio estimado para a vida do campo deverá ser inferior a US$ 0,3/1.000 pés cúbicos (incluindo operação e manutenção das instalações de produção, linhas, gasodutos, poços e custos variáveis de gás). A OGX Maranhão prevê que haverá 18 poços produtores em atividade em 2013.

A integração entre o suprimento de gás natural e a geração de energia na bacia do Parnaíba será um diferencial competitivo importante para a MPX, que já possui Licença de Instalação a geração de 1.863 MW a gás natural e iniciou o processo de licenciamento ambiental para o desenvolvimento de 1.859 MW adicionais na região. A usina tem localização privilegiada não apenas por estar na área dos blocos produtores de gás natural (está localizada na área do Bloco PN-T-68), mas também pela viabilidade de conexão ao SIN através do seccionamento de linhas de transmissão já existentes, o que resultará em reduzido investimento para interligação.

A OGX Maranhão, empresa operadora do Bloco PN-T-68, é uma sociedade formada entre MPX (33,3%) e OGX Petróleo e Gás Participações S.A. (66,6%), que detém participação de 70% em sete blocos terrestres na bacia do Parnaíba, incluindo o Bloco PN-T-68. A Petra Energia S.A. é detentora dos 30% restantes.

MPX 2.0

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A chaminé da usina Energia Pecém, de 110 metros de altura, equivale a três estátuas do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro​